1.fev..2016

Às vezes as pessoas dizem que sou um expert em Irã, mas eu nego imediatamente. Eu sou no máximo um apaixonado pelo país e tenho um conhecimento acima da média geral. Mas não sou expert, não. Gostaria de ser, mas não sou.

I love Tehran

Feita esta ressalva, escrevo aqui o que eu acredito que tende a mudar no turismo por lá, agora que as sanções contra o país foram levantadas. Escrevo baseado no que leio por aí, no que ouvi e vivi por terras persas e no que meus amigos locais me contaram ou contam. Talvez eu tenha esquecido de algo. (mais…)

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12.dez..2015

Sim, férias. Sei que parece estranho dizer isso logo depois de ter voltado de uma viagem, mas é que viagem de blogueiro-turista nunca é 100% relaxante, já que o sujeito passa o tempo inteiro fazendo anotações para escrever no blog.

Internet Cabernet

Por isso resolvi parar um pouco – mesmo estando em casa – e esquecer as atualizações até o início de 2016. Não me dei nem ao trabalho de pensar num título melhor para este post.

Aliás, 2016 deve vir com boas novidades (espero). Se tudo correr bem, dia 4 de janeiro devo ter notícias legais por aqui.

Mais uma vez, foi uma honra ter a sua audiência em 2015 e desejo um feliz Natal e um ótimo ano novo para você, com muitas viagens e aquela coisa toda.

(A propósito, a foto acima foi feita por mim em um restaurante em Hanói, no Vietnã. E não precisa apertar no botãozinho “Leia mais”, aqui ao lado, porque este post acaba aqui mesmo.)

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23.nov..2015

Luková é um vilarejo perdido no interior da República Tcheca. Tão perdido que, se você tentar ir para lá sem prestar atenção aos resultados que aparecem no Google, tende a acabar em outra cidade com o mesmo nome, no leste do país, na direção exatamente oposta.

Mas ao mesmo tempo em que balança na hora de indicar onde fica a Luková deste post, o Google sabe muito bem por que as pessoas querem ir ao vilarejo: pela Igreja de São Jorge, famosa graças a estas figuras fantasmagóricas aqui embaixo.

Lukova Ghost church

São 32 esculturas ocas, feitas apenas com tecidos e gesso, todas em poses diferentes, posicionadas como se fossem pessoas em uma missa. (mais…)

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20.out..2015

Homens cobertos de sangue batendo em seus próprios corpos com correntes, enquanto choram, cantam e gritam em catarse coletiva.

Certamente estas cenas estão entre as que vêm à cabeça de muita gente quando alguém fala do Irã. Mas a parte mais chocante delas é apenas outro exemplo de estereótipo errado sobre o país.

O ritual existe e se chama Ashura. Também existem a catarse, o choro, os cantos e os gritos. Mas, no Irã, os homens sangrando são coisa do passado, enquanto as correntes contra o corpo são muito mais um objeto cenográfico do que algo feito para realmente doer.

Cerimônia da Ashura, em Yazd – Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 2.0)

Cerimônia da Ashura, em Yazd

Mesmo que não seja tão forte quanto nas imagens que aparecem na imprensa, a Ashura é sem dúvida emocionante e impressionante, e ver a cerimônia ao vivo é viver o ponto mais alto da religiosidade xiita e iraniana. Algo que eu, numa baita coincidência (não havia me programado) consegui fazer na minha primeira viagem para lá. (mais…)

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15.out..2015

Quando fui convidado para participar de uma campanha publicitária onde poderia escolher uma viagem dentro do Brasil, logo repeti o que sempre faço nos momentos em que penso em viajar pelo nosso país: olhei para a região amazônica.

Foto: Gabriel Prehn Britto

É claro que esse lugar maravilhoso e cheio de frutas incrivelmente deliciosas não tem nada de exótico para os brasileiros que vivem nele e nas vizinhanças. Mas, para mim, um cara do sul, da outra ponta do país, a vida na Amazônia é o que existe de mais diferente no Brasil.

Encontrei várias possibilidades olhando para o mapa da região. Pensei em Roraima, Rondônia, Acre, Amapá, reservas ecológicas e cidadezinhas perdidas, como Fordlândia, no Pará. Mas a travessia de 1600 km entre Belém e Manaus, pulou na minha cara como a grande oportunidade.

Além de ser uma viagem que eu já desejava havia alguns anos, aparentemente nenhuma outra alternativa reunia tantas coisas que eu adoro: uma experiência completamente estranha (afinal, eu nunca havia passado tanto tempo em um barco), contato constante com pessoas e histórias, vivência de culturas diferentes, paisagens absurdamente lindas, paz e muitos dias de viagem.

Escolhi sem medo de errar. E não errei. (mais…)

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14.out..2015

A CHEGADA

14 de outubro de 2013

O clima bom de ontem foi ligeiramente quebrado na manhã de hoje. Às 6h22, bateram na porta da minha cabine.

Foto: Gabriel Prehn Britto

Dmitri, um russo com uma história de viagem incrível, teve o celular roubado de dentro do seu bolso, enquanto dormia. Como eu era o único por ali que falava inglês e português, uma comitiva de passageiros veio até mim.

No barco é assim: cada um ajuda os outros do jeito que pode e acaba assumindo um papel ao longo da viagem. (mais…)

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13.out..2015

CLIMA ESTRANHO

13 de outubro de 2013

Existe um sentimento estranho e geral no ar quente (insuportavelmente quente) que paira sobre o barco. É uma mistura de sensações boas e ruins.

Foto: Gabriel Prehn Britto

As sensações boas giram em torno do fato de que a viagem está acabando. Já entramos no estado do Amazonas e passamos por quase todos os portos, restando apenas um antes de Manaus. Mais importante que isso, faltam apenas uma noite, uma manhã e uma tarde aqui dentro, o que não é nada perto das 4 noites, 4 dias inteiros e um fim de tarde já passados por todos que embarcaram em Belém. Para mim, pessoalmente, falta apenas uma noite jantando misto quente, o que é um alívio e tanto.

No outro extremo estão as sensações ruins. E por mais contraditório que isso possa parecer, elas são causadas por uma outra sensação boa: a de que a viagem está ficando cada vez melhor. (mais…)

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12.out..2015

ALTER DO CHÃO

12 de outubro de 2013

Sendo bem direto e sério, porque a ocasião exige: se você fizer essa mesma viagem entre Belém e Manaus, não faça o trajeto de uma vez só. Divida a jornada em duas partes e aproveite para passar alguns dias em um pedacinho do paraíso.

Foto: Gabriel Prehn Britto

Parece mar, mas é o Tapajós

Para fazer isso, compre uma passagem de Belém para Santarém, desça, vá até um lugar chamado Alter do Chão, passe uma vida inteira lá e depois siga adiante com outra passagem de Santarém até Manaus. (mais…)

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11.out..2015

ADEUS

11 de outubro de 2013

Certa vez escrevi sobre como pode ser difícil se despedir dos guias turísticos que passam por nossas vidas. Dependendo da situação, depois de um, dois ou até mais dias de convívio, é normal nascer uma amizade entre o viajante e seu anfitrião. Mas a distância entre ambos é inevitável e as despedidas no fim da jornada são muitas vezes definitivas.

Foto: Gabriel Prehn Britto

Hoje, depois de pouco mais de 50 horas no barco entre Belém e Manaus, vejo que as despedidas dos guias são até fáceis perto das que acontecem entre as pessoas que fazem essa viagem e que, inevitavelmente, se tornam amigas durante ela. (mais…)

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10.out..2015

NADA PARA FAZER

10 de outubro de 2013

Meus novos amigos se levantam cedo. Pudera: o café da manhã que o barco oferece gratuitamente (pão e margarina) vai das 6h às 7h30. Quem não aproveita fica com fome ou compra algo no bar ou paga R$ 5 pelo “café da manhã especial”, que vai das 8h às 9h.

Foto: Gabriel Prehn Britto

O sol nascendo e todo mundo já de pé

Além do café grátis, outro motivo para o pessoal levantar cedo é a hora em que o mesmo pessoal dorme. Ontem, não eram nem 9h30 da noite e muitas redes já estavam embalando seus donos. Até o bar fecha às 11h, encerrando um dia inteiro de música ininterrupta e alta, que toma conta de todo o barco. (mais…)

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